quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Até que enfim homens e mulheres do século XXI podem ser considerados iguais.

As mulheres de hoje são muito diferentes das mulheres do século XIX, elas conquistaram seu espaço no mercado de trabalho, seu lugar na sociedade, seu lugar na família. Seu espaço na política. Hoje as mulheres são tratadas em pé de igualdade com os homens.
Ou seria melhor escrever assim?
As mulheres de hoje são muito diferentes das mulheres do século XIX? Elas conquistaram seu espaço no mercado de trabalho? Seu lugar na sociedade? Seu espaço na família? Seu espaço na política? Hoje as mulheres são tratadas em pé de igualdade com os homens?
Os avanços foram incontestáveis, ainda mais quando o ponto de comparação se localiza no século XIX em que a escravidão ainda era uma prática legal e tolerada de forma “pacífica”.
Mas não estamos falando de “400” anos de escravidão, estamos falando em séculos de servidão e subserviência, que aliás ainda impera hoje em alguns países do mundo, mas isso é assunto para outro artigo. Vamos nos ater a uma servidão e subserviência que impera hoje na mentalidade de muitas mulheres (ditas modernas) em todo o mundo.
As mulheres estão conquistando a ferro e fogo e muito lentamente esse espaço dito seu.
Quantos países existem no mundo? Hum...essa é difícil... em janeiro de 2013 a ONU reconhecia a existência de 193 países.
Quantos países no mundo têm hoje mulheres como seu maior representante político? Ah... essa é fácil, atualmente temos 18 mulheres na liderança de 17 países. Colocando isso em termos percentuais temos 8,85% dos países do mundo sendo chefiados por mulheres.
Você acha mesmo que avançamos muito na política?
E no espaço doméstico e no mercado de trabalho?
Hoje temos sim muitas mulheres que ocupam diversas posições no mercado de trabalho e muitas que exercem o papel de provedoras de suas famílias, mas por outro lado essas mulheres acabam sendo escravizadas numa dupla jornada extenuante, posto que continuam sendo consideradas as responsáveis pelos afazeres domésticos. Sem contar que ainda hoje há homens que são mais bem remunerados que mulheres no exercício da mesma função.
Você pode chamar isso de igualdade?
Não há igualdade de direitos e nem de obrigações!
E o pior é o pensamento “sexista” e “machista” que ainda é possível perceber nos discursos de algumas mulheres as quais repassam para os filhos e acabam por perpetuar essa mentalidade.
Portanto, mais que mudar toda uma sociedade, é preciso mudar a mentalidade da mulher, para que ela não aceite e nem imponha a outros uma visão “sexista” e “machista” de mundo. Afinal “O opressor não seria tão forte se não tivesse cúmplices entre os próprios oprimidos.” (BEAUVOIR, Simone de. O Segundo Sexo.)                                                                           Maxçuny A. N. da Silva


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