Documentário realizado como atividade avaliativa da disciplina Etnologia Visual da Imagem do Negro no Cinema do Decanato de Extensão da Universidade de Brasília sob a orientação da Professora Doutora Edileuza Penha de Souza. Ficha técnica Direção e roteiro: Joyce Silva, Dhébora Marques e Lorena Barbosa Captação e edição: Mateus Silva Entrevistadas: Geovanna Belize, Zane Nascimento e Helen Rodrigues Orientadora: Edileuza Penha de Souza
Maxçuny em pauta
Produções pessoais, textos de ontem e de hoje, escritos por mim e por quem mais vier...
quinta-feira, 26 de julho de 2018
Documentário: "Não desiste, negra! Não desiste"
Documentário realizado como atividade avaliativa da disciplina Etnologia Visual da Imagem do Negro no Cinema do Decanato de Extensão da Universidade de Brasília sob a orientação da Professora Doutora Edileuza Penha de Souza. Ficha técnica Direção e roteiro: Joyce Silva, Dhébora Marques e Lorena Barbosa Captação e edição: Mateus Silva Entrevistadas: Geovanna Belize, Zane Nascimento e Helen Rodrigues Orientadora: Edileuza Penha de Souza
quinta-feira, 22 de janeiro de 2015
Até
que enfim homens e mulheres do século XXI podem ser considerados iguais.
As
mulheres de hoje são muito diferentes das mulheres do século XIX, elas
conquistaram seu espaço no mercado de trabalho, seu lugar na sociedade, seu
lugar na família. Seu espaço na política. Hoje as mulheres são tratadas em pé
de igualdade com os homens.
Ou
seria melhor escrever assim?
As
mulheres de hoje são muito diferentes das mulheres do século XIX? Elas
conquistaram seu espaço no mercado de trabalho? Seu lugar na sociedade? Seu
espaço na família? Seu espaço na política? Hoje as mulheres são tratadas em pé
de igualdade com os homens?
Os
avanços foram incontestáveis, ainda mais quando o ponto de comparação se
localiza no século XIX em que a escravidão ainda era uma prática legal e
tolerada de forma “pacífica”.
Mas não
estamos falando de “400” anos de escravidão, estamos falando em séculos de
servidão e subserviência, que aliás ainda impera hoje em alguns países do
mundo, mas isso é assunto para outro artigo. Vamos nos ater a uma servidão e
subserviência que impera hoje na mentalidade de muitas mulheres (ditas
modernas) em todo o mundo.
As
mulheres estão conquistando a ferro e fogo e muito lentamente esse espaço dito
seu.
Quantos
países existem no mundo? Hum...essa é difícil... em janeiro de 2013 a ONU
reconhecia a existência de 193 países.
Quantos
países no mundo têm hoje mulheres como seu maior representante político? Ah...
essa é fácil, atualmente temos 18 mulheres na liderança de 17 países. Colocando
isso em termos percentuais temos 8,85% dos países do mundo sendo chefiados por
mulheres.
Você
acha mesmo que avançamos muito na política?
E no espaço
doméstico e no mercado de trabalho?
Hoje
temos sim muitas mulheres que ocupam diversas posições no mercado de trabalho e
muitas que exercem o papel de provedoras de suas famílias, mas por outro lado essas
mulheres acabam sendo escravizadas numa dupla jornada extenuante, posto que
continuam sendo consideradas as responsáveis pelos afazeres domésticos. Sem
contar que ainda hoje há homens que são mais bem remunerados que mulheres no
exercício da mesma função.
Você
pode chamar isso de igualdade?
Não há
igualdade de direitos e nem de obrigações!
E o
pior é o pensamento “sexista” e “machista” que ainda é possível perceber nos
discursos de algumas mulheres as quais repassam para os filhos e acabam por
perpetuar essa mentalidade.
Portanto,
mais que mudar toda uma sociedade, é preciso mudar a mentalidade da mulher,
para que ela não aceite e nem imponha a outros uma visão “sexista” e “machista”
de mundo. Afinal “O opressor não seria tão forte se não tivesse
cúmplices entre os próprios oprimidos.” (BEAUVOIR, Simone de. O Segundo Sexo.) Maxçuny A. N. da Silva
sábado, 6 de outubro de 2012
Camaleão
Sou assim... vivo assim...
como quem nada perde
como quem nada ganha.
como uma flor que pende
da roseira ao morrer.
morrendo dia a dia
vivendo noite a dentro
num sonho sem fim
cuja maior procura
é encontar a mim!
Maxçuny Alves
como quem nada perde
como quem nada ganha.
como uma flor que pende
da roseira ao morrer.
morrendo dia a dia
vivendo noite a dentro
num sonho sem fim
cuja maior procura
é encontar a mim!
Maxçuny Alves
Meu dia
Meu dia não é alegre
meu dia não é triste
meu dia é como a brisa
meu dia é como o sol
meu dia é chuva fina
que cai no telhado
em dia quente,
vai passando, vai passando...
quando se vê já passou... EVAPOROU!!
Maxçuny Alves
meu dia não é triste
meu dia é como a brisa
meu dia é como o sol
meu dia é chuva fina
que cai no telhado
em dia quente,
vai passando, vai passando...
quando se vê já passou... EVAPOROU!!
Maxçuny Alves
quinta-feira, 26 de março de 2009
Republicando texto mais comentado
Ao meu amor
Não quero prender-me ao teu corpo
feito parasita ou uma praga qualquer
que se descarta como erva daninha.
Quero ser parte integrante do teu ser.
Nem mesmo pêlo eu quisera ser,
pois pêlo cai e se esvai com o vento.
Quero ser teu sangue e passear
por artérias, músculos, coração.
Quero ser vida em tuas veias.
E viciada neste sangue puro,
jamais dele se separe.
E quando houver separação,
Que seja o fim do que sou
em ti e do que és em mim:
Que seja a morte enfim...
Maxçuny
feito parasita ou uma praga qualquer
que se descarta como erva daninha.
Quero ser parte integrante do teu ser.
Nem mesmo pêlo eu quisera ser,
pois pêlo cai e se esvai com o vento.
Quero ser teu sangue e passear
por artérias, músculos, coração.
Quero ser vida em tuas veias.
E viciada neste sangue puro,
jamais dele se separe.
E quando houver separação,
Que seja o fim do que sou
em ti e do que és em mim:
Que seja a morte enfim...
Maxçuny
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
MÃE
Outrora foste livre, alegre e sonhadora
E eu, em teu ventre,
Respirava a pureza de teu amor e
Bebia o néctar da tua vida
Em gotas suaves e milagrosas.
Teus sonhos de liberdade
Tornaram-se escravos
No momento em que me deste à luz.
Ninar-me, então, era o teu sonho.
Quantas vezes deixaste de
Beijar a lua e
Abraçar o sol e beber o mar
Por medo de perder-me.
(...)
Mas hoje, uma força impulsiona-me
A fim de que saibas que teus sonhos não morreram em vão.
Eis aqui minhas palavras (vazias), que são
Para trazer-te a alegria de saber que és
Tudo para mim.
Maxçuny Alves
E eu, em teu ventre,
Respirava a pureza de teu amor e
Bebia o néctar da tua vida
Em gotas suaves e milagrosas.
Teus sonhos de liberdade
Tornaram-se escravos
No momento em que me deste à luz.
Ninar-me, então, era o teu sonho.
Quantas vezes deixaste de
Beijar a lua e
Abraçar o sol e beber o mar
Por medo de perder-me.
(...)
Mas hoje, uma força impulsiona-me
A fim de que saibas que teus sonhos não morreram em vão.
Eis aqui minhas palavras (vazias), que são
Para trazer-te a alegria de saber que és
Tudo para mim.
Maxçuny Alves
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