Outrora foste livre, alegre e sonhadora
E eu, em teu ventre,
Respirava a pureza de teu amor e
Bebia o néctar da tua vida
Em gotas suaves e milagrosas.
Teus sonhos de liberdade
Tornaram-se escravos
No momento em que me deste à luz.
Ninar-me, então, era o teu sonho.
Quantas vezes deixaste de
Beijar a lua e
Abraçar o sol e beber o mar
Por medo de perder-me.
(...)
Mas hoje, uma força impulsiona-me
A fim de que saibas que teus sonhos não morreram em vão.
Eis aqui minhas palavras (vazias), que são
Para trazer-te a alegria de saber que és
Tudo para mim.
Maxçuny Alves
Produções pessoais, textos de ontem e de hoje, escritos por mim e por quem mais vier...
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
INSANIDADE
Perdi-me sem saber
Que me encontrava
Onde todos buscam se perder.
Enlouqueci buscando a sanidade
E sã fiquei enquanto enlouquecera.
Reencontrei-me onde me achei perdida.
Nesta loucura de ser e estar
Senti-me nada, por nada ser
E em nada me encontrar.
Vazio achei-me, poeira e quase nada, mas
Se encontrar-se é chegar ao fim, e
Achar-se tudo é bastar-se a si.
Que eu seja sempre
este nada mudo
Que na calada do vácuo é tudo.
Maxçuny Alves
Que me encontrava
Onde todos buscam se perder.
Enlouqueci buscando a sanidade
E sã fiquei enquanto enlouquecera.
Reencontrei-me onde me achei perdida.
Nesta loucura de ser e estar
Senti-me nada, por nada ser
E em nada me encontrar.
Vazio achei-me, poeira e quase nada, mas
Se encontrar-se é chegar ao fim, e
Achar-se tudo é bastar-se a si.
Que eu seja sempre
este nada mudo
Que na calada do vácuo é tudo.
Maxçuny Alves
PAI
Quando eras jovem nem sonhavas
Que um dia a vida te tornaria assim
Manso como um cordeiro, mas
Valente como um leão.
Quando eras jovem tinhas mil sonhos
E ainda hoje não deixaste de sonhar,
Mas as dificuldades tornaram-se tantas
Que eu quisera resgatar-te os sonhos.
Ah! Se eu pudesse realizar teus sonhos
E tornar tua vida um jardim florido.
Ah! Como eu quisera ter e ser bem mais
Para dar-te o que jamais darei.
Mas sinto que o que queres é bem mais
E, talvez, muito menos do que desejo dar-te.
Tu queres isso, o que conquistaste.
Queres ser não mais que um grande PAI.
Maxçuny Alves
Que um dia a vida te tornaria assim
Manso como um cordeiro, mas
Valente como um leão.
Quando eras jovem tinhas mil sonhos
E ainda hoje não deixaste de sonhar,
Mas as dificuldades tornaram-se tantas
Que eu quisera resgatar-te os sonhos.
Ah! Se eu pudesse realizar teus sonhos
E tornar tua vida um jardim florido.
Ah! Como eu quisera ter e ser bem mais
Para dar-te o que jamais darei.
Mas sinto que o que queres é bem mais
E, talvez, muito menos do que desejo dar-te.
Tu queres isso, o que conquistaste.
Queres ser não mais que um grande PAI.
Maxçuny Alves
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Brasília
A cidade que me encanta.
Em cada canto uma imagem.
Imaginação que cria.
Criação a cada dia.
Diáspora que se traduz.
Tradução que se cala.
Caleidoscópio do mundo.
Brasília, 27 de outubro de 2008
Maxçuny.
Em cada canto uma imagem.
Imaginação que cria.
Criação a cada dia.
Diáspora que se traduz.
Tradução que se cala.
Caleidoscópio do mundo.
Brasília, 27 de outubro de 2008
Maxçuny.
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Ao meu amor
Não quero prender-me ao teu corpo
feito parasita ou uma praga qualquer
que se descarta como erva daninha.
Quero ser parte integrante do teu ser.
Nem mesmo pêlo eu quisera ser,
pois pêlo cai e se esvai com o vento.
Quero ser teu sangue e passear
por artérias, músculos, coração.
Quero ser vida em tuas veias.
E viciada neste sangue puro,
jamais dele se separe.
E quando houver separação,
Que seja o fim do que sou
em ti e do que és em mim:
Que seja a morte enfim...
Maxçuny
feito parasita ou uma praga qualquer
que se descarta como erva daninha.
Quero ser parte integrante do teu ser.
Nem mesmo pêlo eu quisera ser,
pois pêlo cai e se esvai com o vento.
Quero ser teu sangue e passear
por artérias, músculos, coração.
Quero ser vida em tuas veias.
E viciada neste sangue puro,
jamais dele se separe.
E quando houver separação,
Que seja o fim do que sou
em ti e do que és em mim:
Que seja a morte enfim...
Maxçuny
Asas da Vida
A vida
voa e
vai e
vem e
leve,
lutas,
lágrimas para
além das
alegrias,
amores que
vão e
vêm.
A vida
voa e
leva,
além
TUDO.
MAXÇUNY
(Pós) Modernidade
Outrora fui como o beija-flor, que amava a rosa sem se preocupar com os espinhos. Hoje já não vejo a rosa, apenas os espinhos.
Quisera poder ser Romântica e poder demonstrar meus sentimentos, poder voltar a amar a rosa e observá-la, e beijá-la, beber o seu néctar como gotas de vida que se bebe lentamente como o faz um moribundo.
Hoje a "qualidade total" me fez cética por demais, e o medo de me libertar é mais forte que o desejo de liberdade.
Ah! como eu queria amar a liberdade como o beija-flor ama a rosa... e o mais fascinante é que ele ama igualmente a rosa e a florzinha do campo.
Não consigo deixar de ser máquina, amiga de máquinas, esposa de máquina, e o que é pior, mãe de máquinas.
Mas e os meus sonhos? aquela casinha com jardim? aquele poema matinal? aquela tarde de domingo? aquela brincadeira de criança?
Dói sentir que a distância entre o sonho e a realidade é brutalmente irreal, e violentamente assassina. E que agora, acaba de morrer o derradeiro fio que me atava ao sonho.
Mas quero, pelo menos, tornar-me mãe de gente para não ser avó de máquinas.
Quero ensinar meus filhos que amar a rosa é, antes de tudo, correr o risco dos espinhos.
Maxçuny Alves Neves da Silva
Quisera poder ser Romântica e poder demonstrar meus sentimentos, poder voltar a amar a rosa e observá-la, e beijá-la, beber o seu néctar como gotas de vida que se bebe lentamente como o faz um moribundo.
Hoje a "qualidade total" me fez cética por demais, e o medo de me libertar é mais forte que o desejo de liberdade.
Ah! como eu queria amar a liberdade como o beija-flor ama a rosa... e o mais fascinante é que ele ama igualmente a rosa e a florzinha do campo.
Não consigo deixar de ser máquina, amiga de máquinas, esposa de máquina, e o que é pior, mãe de máquinas.
Mas e os meus sonhos? aquela casinha com jardim? aquele poema matinal? aquela tarde de domingo? aquela brincadeira de criança?
Dói sentir que a distância entre o sonho e a realidade é brutalmente irreal, e violentamente assassina. E que agora, acaba de morrer o derradeiro fio que me atava ao sonho.
Mas quero, pelo menos, tornar-me mãe de gente para não ser avó de máquinas.
Quero ensinar meus filhos que amar a rosa é, antes de tudo, correr o risco dos espinhos.
Maxçuny Alves Neves da Silva
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