A cidade que me encanta.
Em cada canto uma imagem.
Imaginação que cria.
Criação a cada dia.
Diáspora que se traduz.
Tradução que se cala.
Caleidoscópio do mundo.
Brasília, 27 de outubro de 2008
Maxçuny.
Produções pessoais, textos de ontem e de hoje, escritos por mim e por quem mais vier...
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Ao meu amor
Não quero prender-me ao teu corpo
feito parasita ou uma praga qualquer
que se descarta como erva daninha.
Quero ser parte integrante do teu ser.
Nem mesmo pêlo eu quisera ser,
pois pêlo cai e se esvai com o vento.
Quero ser teu sangue e passear
por artérias, músculos, coração.
Quero ser vida em tuas veias.
E viciada neste sangue puro,
jamais dele se separe.
E quando houver separação,
Que seja o fim do que sou
em ti e do que és em mim:
Que seja a morte enfim...
Maxçuny
feito parasita ou uma praga qualquer
que se descarta como erva daninha.
Quero ser parte integrante do teu ser.
Nem mesmo pêlo eu quisera ser,
pois pêlo cai e se esvai com o vento.
Quero ser teu sangue e passear
por artérias, músculos, coração.
Quero ser vida em tuas veias.
E viciada neste sangue puro,
jamais dele se separe.
E quando houver separação,
Que seja o fim do que sou
em ti e do que és em mim:
Que seja a morte enfim...
Maxçuny
Asas da Vida
A vida
voa e
vai e
vem e
leve,
lutas,
lágrimas para
além das
alegrias,
amores que
vão e
vêm.
A vida
voa e
leva,
além
TUDO.
MAXÇUNY
(Pós) Modernidade
Outrora fui como o beija-flor, que amava a rosa sem se preocupar com os espinhos. Hoje já não vejo a rosa, apenas os espinhos.
Quisera poder ser Romântica e poder demonstrar meus sentimentos, poder voltar a amar a rosa e observá-la, e beijá-la, beber o seu néctar como gotas de vida que se bebe lentamente como o faz um moribundo.
Hoje a "qualidade total" me fez cética por demais, e o medo de me libertar é mais forte que o desejo de liberdade.
Ah! como eu queria amar a liberdade como o beija-flor ama a rosa... e o mais fascinante é que ele ama igualmente a rosa e a florzinha do campo.
Não consigo deixar de ser máquina, amiga de máquinas, esposa de máquina, e o que é pior, mãe de máquinas.
Mas e os meus sonhos? aquela casinha com jardim? aquele poema matinal? aquela tarde de domingo? aquela brincadeira de criança?
Dói sentir que a distância entre o sonho e a realidade é brutalmente irreal, e violentamente assassina. E que agora, acaba de morrer o derradeiro fio que me atava ao sonho.
Mas quero, pelo menos, tornar-me mãe de gente para não ser avó de máquinas.
Quero ensinar meus filhos que amar a rosa é, antes de tudo, correr o risco dos espinhos.
Maxçuny Alves Neves da Silva
Quisera poder ser Romântica e poder demonstrar meus sentimentos, poder voltar a amar a rosa e observá-la, e beijá-la, beber o seu néctar como gotas de vida que se bebe lentamente como o faz um moribundo.
Hoje a "qualidade total" me fez cética por demais, e o medo de me libertar é mais forte que o desejo de liberdade.
Ah! como eu queria amar a liberdade como o beija-flor ama a rosa... e o mais fascinante é que ele ama igualmente a rosa e a florzinha do campo.
Não consigo deixar de ser máquina, amiga de máquinas, esposa de máquina, e o que é pior, mãe de máquinas.
Mas e os meus sonhos? aquela casinha com jardim? aquele poema matinal? aquela tarde de domingo? aquela brincadeira de criança?
Dói sentir que a distância entre o sonho e a realidade é brutalmente irreal, e violentamente assassina. E que agora, acaba de morrer o derradeiro fio que me atava ao sonho.
Mas quero, pelo menos, tornar-me mãe de gente para não ser avó de máquinas.
Quero ensinar meus filhos que amar a rosa é, antes de tudo, correr o risco dos espinhos.
Maxçuny Alves Neves da Silva
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